Quero tanto, fazer-te desaparecer da minha vida,
Esquecer e não lembrar mais,
Aquilo que para mim
é o incomum dos banais mortais.
Fala-me de atitude, se quando é um, contra
muitos, onde podia ser temperança é desventura,
dilacera-me o coração por ter nas mãos,
falsa esperança.
Por exaustivas tentativas,
vou perdendo forças e cartas,
são muitos, são muitos..
são demónios,no meio dos terrestres
e dentro deles, que nem por preces,
se podem confinar .
Talvez mudar de trajectória,
mais outra para ter história,
por paradoxal que seja,
é opcional, aliar-me a eles,
e no fim asfixiar-te!
E no fim que branca fique,
da ausência de sangue,
meu corpo não mais imite,
pois cada um, tem seu tempo,
merecido.
Cármen de Sousa





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