Esta dor que me mata por dentro,
E que se torna aliciante.
O teu olhar, descontrola-me…deixa-me a latejar,
Os teus movimentos cativam-me e
o aroma que deitas fora,
Na tua boca eu me deixava exorcizar.
Quem me dera passar contigo, até o sol aparecer,
Tocar em tua pele e em cada traço do rosto teu.
Passar, explorando, essas tuas porções e provocando,
Em ti, mil e uma sensações.
Que desacerto, que promiscuidade, quero lá saber!
De moralidade!
Mas dói, faz doer,esta dor que me faz beber,
E deixar-me embriagada de tamanhas emoções, reprimidas,
Que na volta sairão fora, como balas perdidas.
Que desonesta realidade e que eternidade será esta,
Aquela pessoa que precisa de ser sarada.
Como vou, repelir-me desta..?
Cármen de Sousa










