Ser

•Agosto 24, 2009 • 3 Comentários

Sou quem sou..Sou mulher..

Sou resultado de amor..

Ora fujo, ora enfrento..

Sou força que se mede com o vento..

Ou breve como a brisa que passa cuidadosamente para não se ver..

Ou confusa só para conseguir ter…

Procuro intensamente viver, corro risco, fecho os olhos aos avisos, deito-me no meio da estrada nao fugindo de nada.. Olho para ver quem passa , acendo desejo, crio ilusão

Vou embora sem dar explicação.. troco sorrisos partilho abrigos, grito…de extase ou de loucura

Choro..comovida ou por estar desprotegida, enalteço a minha imaginaçao imagine-se…

Sou um quadro de abstração..feita de interrogações

Parto tudo como tempestade por amor…só amor ou por só maldade

Sou por fim fogo que apenas arde!

Dedicado à TiMaria que com ela é só alegria!

E se nascesse velho e fosse rejuvenescendo ao longo anos?

•Fevereiro 3, 2009 • 1 Comentário

O Estranho Caso de Benjamin Button com Brad Pitt e Cate Blanchet conta com 13 nomeações para os Óscares.

Há quem acredite que todos temos o destino traçado, e como tal, todos os momentos da nossa vida, inclusive a nossa morte, já está predestinada, sendo somente o nosso percurso uma forma de aproveitarmos aquilo e aqueles que nos rodeiam.

Independentemente das nossas crenças pessoais sobre esta matéria, encontramos neste  uma representação ficcional sobre esta questão. Se nascemos velhos e caminhamos para a nossa morte, que será quando formos um pequeno bebé, então toda a nossa vida mostra-se mais preciosa, com limite definido, e o caminho que percorremos torna-se num reconhecer de experiências, sobretudo no impacto sentido nas pessoas que vamos encontrando.

Por isso, O Estranho Caso de Benjamin Button de David Fincher acaba por ultrapassar a barreira de cinema fantástico para se elevar a um patamar quase ideológico sobre o valor da nossa existência, num autêntico hino à vida, e homenagem aqueles que já nos deixaram. Neste Filme, vemo-nos a par com o “crescimento” do jovem Button num mundo onde a aparência e os dogmas sociais estão acima da própria essência biológica e moral humana.

A vida revela-se, como sempre, um desafio, mas um desafio ainda maior por se tratar da luta de um só homem, contra todos, contra tudo, contra o tempo. Trata-se também de uma história bastante peculiar e intrigante, narrada em tom directo mas com grande subtileza, capaz de nos fazer pensar e discutir quanto vale o carinho daqueles que nos são próprios, as mudanças, constantes e sempre perturbadoras, e a vida, inevitavelmente fatal. Seja Brad Pitt, Cate Blanchett, Tilda Swinton, ou qualquer outro membro do elenco, parece que se deixa embrenhar pelo espírito geral do projecto, caminhando numa sintonia invulgar, e que permite ao espectador ser mais do que um mero voyeur.

A relação de vários parâmetros da vida do século XX e XXI, permite que a fronteira entre a tela e a plateia seja transposta, conseguindo misturar-se com o real, embora o tom não deixe de ser de conto fantástico. Talvez aqui é que Fincher poderá ser criticado por alguns olhares, já que não assume por completo a fantasia envolta na personagem de Benjamin Button. As outras figuras do argumento aceitam-no, e ninguém se questiona sobre a sua estranha particularidade.

Porém, Benjamin Button é mais do que uma personagem hipotética, mas será um símbolo colectivo sobre cada um de nós. Tal como a sua amada, Daisy (Cate Blanchett), ambos apresentam formas diferentes de viver a vida: Button é calmo e procura descobrir o mundo através das experiências que vive; e Daisy, curiosa e impulsiva, vive o seu mundo através das suas vivências. Se o argumento de Roth e a direcção de Fincher se mantém mais presentes a este mundo real é para não distanciar emocionalmente os espectadores do objectivo de retrato.

A ideia para esta história terá surgido com a constatação de que a melhor parte da vida é no início e a pior no fim. Benjamin Button é, no entanto, uma excepção, já que nasceu com aspecto e mentalidade de um homem em fim de vida e caminhou, ao longo do tempo, para o dia de nascimento. O argumento baseia-se no conto do norte-americano F. Scott Fitzgerald, publicado em 1992 e recentemente editado no nosso país, pela Editorial Presença.

Trailer :

Ficha técnica:

Ano de produção: 2008
Data de estreia: 2009-01-15
Título: O Estranho Caso de Benjamin Button
Título Original: The Curious Case of Benjamin Button
Argumento: Eric Roth
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Taraji P. Henson
Género: Drama
País: EUA
Duração: 159 minutos
Distribuição: Columbia Tri Star Warner

Quais as profissões com mais saída?

•Janeiro 31, 2009 • Deixe um comentário

Profissionais altamente qualificados e com elevado nível de especialização vão continuar a levar a melhor no mercado de trabalho. A empresa de recursos humanos Hays analisou a realidade empresarial ibérica e concluiu que, apesar da crise, há ainda profissões com futuro em Portugal.

De acordo com a Agência Financeira, que noticia o estudo “Guia Salarial” da Hays, no topo das áreas com mais possibilidades de emprego estão os sectores de tecnologia de informação (54,9%), banca (40%), construção e engenharia (35.5%), vendas e marketing (34.2%), contabilidade e finanças (33,9%) e ainda farmacêutica (31.6%).

Analisando cada uma das áreas em concreto, percebe-se que este ano o ramo das tecnologias de informação vai procurar mais “developers Java”, “accounts” e “key accounts”, bem como consultores de BI e processos.

Na banca, serão privilegiadas as competências mais técnicas e na construção e engenharia será valorizada polivalência dos trabalhadores, enquanto que na área de contabilidade e finanças percebe-se que os profissionais mais procurados serão aqueles que possuem habilitações e experiência no domínio do crédito e cobranças.

Ao nível da farmacêutica as oportunidades previstas são no domínio comercial e de marketing. Já no que toca ao mercado das vendas e do marketing propriamente ditos, o estudo da Hays indicia que a procura deverá centrar-se em perfis operacionais, com destaque para os profissionais juniores, conta a Agência Financeira.

Mais do que dados sobre as remunerações, destacam-se, pois, deste “Guia Salarial” as conclusões relativas às oportunidades de emprego, merecendo ainda menção o facto de os empregadores valorizarem mais a experiência do que a formação e concederem especial importância ao conhecimento de idiomas.

www.msn.com

Elogio ao Amor

•Outubro 31, 2008 • 1 Comentário

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.

O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amorcego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje .

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.

O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

By: Miguel Esteves Cardoso – Expresso